TUA

“Estou a caminho de casa! Veste a lingerie branca e deita-te, confortável, na cama.”
- Ele sabe tão bem o efeito que este tipo de mensagens tem em mim.
Eu, como boa menina, obedeci e, num ápice, troquei o meu top e as leggings pelo outfit que ele ordenou.
Deitei-me e fechei um pouco os olhos. A calma que se sentia era como o silêncio antes de uma tempestade... eu sabia que o ambiente iria mudar e esperava ansiosamente por isso!
Ouvi as chaves na porta e todo o meu corpo se arrepiou.
Não consegui esconder um sorriso enquanto ouvia os passos dele a aproximarem-se do quarto.
Vi-o à porta e ele nem hesitou e dirigiu-se imediatamente à cama. Fiquei bem quieta até ele chegar a mim, sem tirar os olhos dele.
Deslizou a ponta dos seus dedos pelo meu pé, sempre de olhar fixo em mim como se fosse um leão a admirar a presa, a rodeá-la para calcular o momento exacto de a atacar!
Continuou a subir, rodeou um joelho, passou para o outro e continuou pela minha coxa, num movimento fluido, confiante, intenso, mas suave.
Levantou a mão, fitou-me mais uns segundos e quando eu ia começar a falar ele fez um ar sério, levou o dedo à boca:
- Shhhhhhhhh... Tu hoje não falas!
Lancei-lhe um sorriso desafiador e perguntei com um tom de escárnio - Or what?
Os olhos dele brilharam! Já estava a contar que o meu lado brat saltasse cá para fora.
- Acho que ainda não percebeste bem quando me obedecer, mas já vais ficar com uma ideia! - virou-me costas, tirou o relógio e colocou-o em cima da cómoda que temos no quarto, tirou a gravata, virou-se novamente para mim e, enquanto desapertava os botões de punho, disse com um ar calmo e assertivo:
- Agora kitty... - sorriu, dirigiu-se calmamente para o cadeirão ao fundo da cama, sentou-se de frente para mim e soltou um - Agora toca-te!
Não consegui disfarçar a surpresa e fiquei a olhar para ele uns segundos, a tentar encontrar uma forma de “fugir” daquela situação... Até porque foi a primeira vez que mo pediu e eu não sabia se me ia sentir confortável o suficiente para o fazer.
- Não queres vir ensinar a fazê-lo...? - perguntei com um ar desafiador, mas não tão confiante como desejaria.
- Não! - a resposta dele foi imediata e sem qualquer margem de dúvida - Toca-te para mim, Júlia e sem falar!
Aquela assertividade deixou-me sem armas e o meu corpo deu sinal disso, tal como aquele homem à minha frente, sabia que eu gostava de me sentir dominada, encurralada...
"Queres brincadeira, vais tê-la, cabrão!”, pensei eu.
Coloquei-me de joelhos na cama, de frente para ele e comecei a passar os meus dedos pela renda do soutien e olhei de relance para ele, que mantinha a mesma expressão.
“Tough crowd...”, pensei sorrindo e continuei.
Enquanto uma das minhas mãos parou no soutien, a outra foi descendo calmamente pela minha barriga até chegar à cueca branca acetinada. O tecido já estava de tal forma que se ouvia aquele som molhado à medida que os meus dedos dançavam em cima do cetim quente.
Olhei para ele, cerrei um pouco os olhos e lentamente levei os meus dedos à minha boca... deslizei-os pelos meus lábios, que prontamente passei com a língua.
Ele ajeitou-se no cadeirão e percebi que estava a ficar inquieto, mas sem nunca mudar a expressão facial.
Levei as duas mãos atrás das costas, desapertei o soutien e, sem o tirar, voltei a dar atenção ao meu peito que ansiava por toque.
Através da renda, os mamilos revelavam-se sem quaisquer reservas e os meus gemidos estavam a tornar-se cada vez mais audíveis e ansiosos.
Levei uma mão, novamente, às minhas cuecas. O movimento do ombro permitiu que uma das alças do soutien descaísse e deixasse um mamilo exposto.
Ele mordeu o lábio e voltou a ajeitar-se. Eu continuei como se não tivesse visto.
Rodei de forma a ficar de costas para ele e estiquei o braço livre para o lado, já com o soutien pendurado nos meus dedos e deixei-o cair ao meu lado, na cama.
Dobrei-me para a frente, apoiando a face na cama, mas mantendo o rabo bem arrebitado para ele, sem perder o contacto entre os meus dedos e a minha lingerie completamente molhada.
Afastei um pouco os joelhos, para ficar um pouco mais exposta e ele poder ter uma visão perfeita dos meus dedos entre as minhas coxas a explorarem todo o meu prazer.
Afastei a cueca para o lado, passei um dedo bem devagar de cima para baixo e quando o voltei a subir, introduzi-o dentro de mim.
Ele soltou um gemido discreto e isso deixou-me ainda mais excitada.
Retirei a minha mão, voltei a elevar o tronco e baixei as cuecas até meio das coxas, abrindo-as o suficiente para ele ver os fios de mel que as ligavam ao meu corpo….
Sentei-me na cama, coloquei os pés no chão e, ao levantar-me, deixei o cetim deslizar pelas minhas pernas até ao chão enquanto eu via os olhos dele a seguir todo o percurso. Apanhei-as do chão, dirigi-me ao cadeirão, coloquei-as no colo dele, virei costas imediatamente e dirigi-me à cama.
Voltei a deitar-me, desta vez de barriga para cima, pernas fletidas com os pés em cima da colcha vermelha e comecei a masturbar-me com uma intensidade que até a mim me surpreendeu.
Sentia-me tão molhada, tão desejada pelo homem que eu mais desejo, tão desafiada…
Os meus gemidos começaram a intensificar-se, o meu corpo contorcia-se em cima da cama como se alguém o estivesse a controlar, até que ouvi a voz dele:
- Pára! - ao mesmo tempo que sinto a mão dele na minha a proibi-la de manter os movimentos que me estavam a levar à loucura.
Ele rodeou a cama, foi buscar a gravata e, muito calmamente, dirigiu-se a mim e amordaçou-me com ela.
- E esta é para aprenderes a estar caladinha, kitty!
Eu, ofegante, a tentar controlar a respiração só pelo nariz, olho para ele, parado à minha frente a desapertar o cinto, a descer as calças e a ajoelhar-se entre as minhas pernas.
- Este orgasmo é meu! - passou os dedos em mim e provou-os - És deliciosa!
E, nesse instante, encaixou os ombros nos meus joelhos, debruçou-se sobre mim até termos os narizes a meros centímetros de distância e deslizou para dentro de mim.
Estava tão duro e estava faminto… faminto por mim e eu por ele…
O meu corpo tremia a cada estocada dele, a respiração falhava-me sempre que o sentia entrar mais fundo.
A cadência dos movimentos aumentou e não demorámos muito até explodirmos, um no outro, juntos.
Ele retirou-me a gravata da boca, deitou-se ao meu lado, envolveu-me nos braços dele e beijou-me…
Olhou-me nos olhos:
- És minha, ouviste?!”
- Tua, daddy… Só tua!
Escrito por Júlia Pires de Castro.
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