OS VIZINHOS

Era uma segunda-feira de manhã bastante monótona, pelo menos para a Cecília que se encontrava de férias e viu-se sem nada de interessante para fazer, achou que as ervas do jardim podiam esperar para serem arrancadas e que o fogão não precisava de uma limpeza imediata, então, foi em busca de algo para fazer, até que se lembrou de se masturbar.
Tinha uma vasta coleção de brinquedos sexuais, e fazia questão de lhes dar uso com regularidade, e naquele dia, foi à mesa de cabeceira, retirou o seu dildo e o vibrador clitoriano e começou a brincadeira.
A imagem que lhe vinha à cabeça era do polícia fardado que no passado dia lhe mandou parar numa operação stop. Era um homem alto, musculado, com voz grossa, careca e com uns olhos castanhos-claros que fizeram a delícia de Cecília. Então, enquanto pensava naquele homem, começou por encostar o vibrador ao clitóris, com uma vibração baixa, mas que rapidamente aumentou, e à medida que ia ficando mais excitada, inseriu o dildo dentro da sua vagina.
Já estava a entrar em êxtase com tanta excitação, os gemidos já começavam a entoar pela casa, e à medida que se aproximava do orgasmo, aumentava cada vez mais as vibrações, a excitação era tanta, e os gemidos tantos que já não se continha. Contorcia-se toda no chão da sala, queria parar, mas não conseguia, estava viciada naquele pequeno prazer e nada a fazia demover.
Segundos depois, teve os seus dois belos orgasmos, um vaginal e outro clitorial, e assim se deixou ficar deitada no chão, ofegante pelo prazer que tinha tido e vencida pelo cansaço que lhe abateu depois daquela sessão de orgasmos intensos que tinha acabado de ter, e por isso adormeceu no chão, e dormiu por duas horas.
Passadas essas duas horas, Cecília acordou com o barulho de alguém a bater-lhe à porta, era o seu vizinho do lado, Rui, que por consequência ouviu os seus gemidos e ficou preocupado. Rui era igualmente um homem bem parecido, alto, corpo saudável, cabelo penteado para trás com gel e com uma gigante tatuagem nas costas da sua banda favorita. À semelhança de Cecília, ele também era solteiro, e de vez em quando saíam juntos, bebiam café, fumavam um cigarro, conversavam sobre a vida e havia sempre uma tensão sexual entre eles que ambos sabiam, mas nenhum queria admitir.
- "Bom dia Cecília, estás bem? Ouvi os teus gritos em forma de gemidos e pensei que tivesse acontecido alguma coisa."
- "Olá, Rui, está tudo bem. Os gemidos eram apenas eu a ter um pouco de diversão."
- "Diversão? Como assim?"
- "Oh tu sabes, fui buscar os meus vibradores e meti-me a brincar com a minha vagina bem molhada." - E nisto coloca o dedo dentro da vagina e lambe-o mesmo à frente de Rui, dando-lhe um olhar sedutor.
Ele, que acabara de ficar um pouco atrapalhado, ainda que excitado disse:
- "Ah, então era isso que estavas a fazer. Se soubesse tinha vindo cá ajudar-te, sou sempre a favor de diversão."
- "Ai é? Não sabia! Mas não creio que tivesses à altura da minha diversão."
- "E porque não? Não me digas que eu e tu não passaríamos um belo serão juntos..."
- "Talvez! Eu sei que sempre me quiseste comer, vejo a forma como olhas para mim, como me desejas, vejo a forma como olhas para o meu cu e como desejas meter lá a tua pila."
O clima estava a aquecer, e Cecília, decidiu convidá-lo a entrar, visto que toda esta conversa estava a acontecer à porta.
- "Talvez tenhas razão, talvez te queira comer, mas sei que não sou o único, porque tu também me desejas e é por isso que estás constantemente a olhar para as minhas calças, estás sempre a ver o relevo e imagino que tens pensamentos e imaginações sobre ele."
- "Quem sabe… mas duvido que sejas homem para fazer tudo aquilo que eu gosto que me façam. Quando toca ao sexo, eu sou muito atrevida."
Cecília era louca por bondage, por estimulação através de electroestimulação, entre outras coisas loucas que ela gostava de fazer, e ao longo da sua vida nem sempre teve parceiros sexuais que desfrutassem dos mesmos gostos que ela, então acabara sempre por se sentir reprimida, mas isso estava prestes a mudar. Rui, também ele era louco por bondage, e à semelhança de Cecília nunca teve parceiras sexuais que quisessem ir mais além.
- "Como assim atrevida?"
- "Digamos que eu gosto de coisas que nem todos os homens ou mulheres estão dispostos a fazer. Eu gosto de bondage, gosto de electroestimulação e sucção, gosto que me chicoteiem entre outros…"
- "Então talvez devêssemos experimentar fazer todas essas coisas… O que me dizes?" - Enquanto isto, Rui chega-se perto e dá-lhe um beijo na boca bem demorado que os deixou a ambos um pouco excitados.
- "Se tu quiseres já somos dois a querer." - Cecília devolve o beijo com a mesma intensidade enquanto desliza a sua mão pelas pernas de Rui, que se sentiu ainda mais excitado.
Depois de todos os beijos dirigiram-se para o quarto, onde Cecília foi buscar os seus brinquedos, trouxe cordas, pinças para os mamilos, um chicote em pele, trouxe também uma mordaça, uma venda para os olhos e um plug anal.
Posto isto, e já completamente nus, ela deita-se na cama enquanto Rui se prepara para a amarrar, colocando-lhe as algemas nas mãos, e amarrando os pés de Cecília aos pés da cama. Começou por beijá-la nos lábios, e de seguida percorreu-lhe o corpo todo com beijos até que chegou à vagina e começou a lamber-lhe o clitóris enquanto lhe inseria três dedos, já Cecília estava numa excitação máxima e não se contia.
Entretanto Rui, pega no plug anal e com a ajuda de um lubrificante insere-o no cu de Cecília, deixando-a ainda mais excitada. Depois, desatou as cordas e pediu a Cecília que se colocasse de quatro, enquanto ele a chicoteava no rabo e nas pernas, ela tremia com a dor e com o prazer que aquele homem lhe estava a proporcionar. Posto isto, colocou as pinças nos mamilos de Cecília e enquanto lhe chupava outra vez puxava com força a corrente que unia as pinças, deixando os mamilos eretos prontos para serem chupados.
Agora era a vez da Cecília dar prazer ao Rui, e começou por também lhe inserir um plug no cu, Rui gostava da sensação, e logo de seguida chupou-lhe a pila, enquanto Rui acariciava os seus mamilos. Cecília colocou-se de quatro novamente e Rui enfiou-lhe o seu pau teso pela vagina e ali ficaram ambos a desfrutar daquela penetração que começou devagar e foi aumentando de ritmo, até que ele atingiu o orgasmo, e veio-se dentro da boca de Cecília, engolindo assim o esperma.
Já ela não tinha tido um orgasmo, mas Rui de imediato voltou à carga, e com um movimento de língua e dedos rapidamente conseguiu com que tivesse o seu orgasmo. Depois daquele sexo tórrido, ambos estavam cansados, mas felizes por finalmente terem-se entregue ao desejo que ambos tinham desde que se conheceram. Sabiam agora que podiam fazer sexo um com o outro sem medo de se sentirem reprimidos porque ambos gostavam das mesmas coisas e tinham os mesmos gostos.
Escrito por seguidora anónima.

