“TRATAMENTO DE ONDAS DE CHOQUE DE BAIXA INTENSIDADE”

Escrito por: Enf. Renato Gonçalves e Enf. Francisco Martins

Quinta-Feira, 18 de Abril de 2024

  “ISTO NUNCA ME ACONTECEU ANTES!”
 

   Esta pode ser encarada como uma das mais usuais respostas dadas à constrangedora situação na qual o homem é assombrado pelo “fantasma” da Disfunção eréctil.

Mais do que um infortúnio, a impotência envolve valores culturais referentes às expectativas dos comportamentos sexuais de homens e mulheres.

Somente no final deste século começaram a surgir soluções farmacológicas, como: Viagra, Uprima, Cialis e Levitra que se tornaram muito importantes no combate à disfunção eréctil. Porém, ao mesmo tempo em que matou o “x” da questão, essas medicações afetaram as práticas de jovens e idosos.

Destes “efeitos secundários”, surgiram cada vez mais casos que provam que a incapacidade em conseguir completar a relação íntima resulta em medo, diminuição de autoconfiança, perda de autoestima, e depressão. O poder instantâneo do remédio, em alguns casos, tende a afastar o afeto e a preocupação com a saúde no alcance de uma “invejável” performance sexual.


DESMISTIFICANDO O “FANTASMA”
 
  Observou-se num estudo epidemiológico realizado em Portugal, que a prevalência global de qualquer tipo de disfunção sexual atingia 23.9% da população masculina entre os 18 e os 75 anos. Destes, cerca de 13% apresentavam algum grau de perda da capacidade erétil.

Sendo a disfunção erétil (DE) uma patologia muito frequente, é necessário que olhemos para a patologia pelo prisma da normalização e resolução do problema, como todas as outras patologias e nunca como motivo de exclusão e discriminação.

Segundo o 4º international consultation on sexual medicine (ICSM), realizado em 2015, a disfunção erétil (DE) define-se como “incapacidade constante ou recorrente de obter ou manter uma ereção peniana capaz de atingir satisfação sexual”.

Previamente considerada uma doença psicológica, hoje em dia reconhece-se esta patologia como resultado tanto de fatores biológicos como psicológicos e psiquiátricos, socioculturais, patológicos e consequente do uso de certas terapias e drogas recreativas.

Uma das causas da DE é também a doença de Peyronie, tecido cicatricial que se desenvolve dentro do pénis, resultando em ereções curvadas e muitas vezes dolorosas e causando a DE.

A causa da doença de peyronie não é completamente conhecida, no entanto, existem alguns fatores que aumentam o risco de desenvolvimento de tecido cicatricial à volta do pénis, como fatores biológicos, patológicos, ou, dos mais frequentes, algum trauma feito no pénis, proveniente de um ato sexual.

O TRATAMENTO
 
  O aparecimento do tratamento de ondas de choque de baixa intensidade veio trazer grande esperança no que toca à resolução desta problemática. Este foi proposto como um novo e inovador tratamento para a disfunção eréctil e doença do Peyronie.

As ondas de choque de baixa intensidade fazem distinguir-se, uma vez que visam restabelecer o mecanismo erétil, de maneira a que os homens fiquem mais propensos a ter ereções sem ajuda de medicação, possibilitando a cura.

Deste modo, atendendo a estes resultados, o tratamento de ondas de choque de baixa intensidade, é considerado nas Guidelines da Associação Europeia de Urologia, como uma terapêutica de primeira linha no tratamento da disfunção eréctil.

COMO FUNCIONA O TRATAMENTO?
 
  As ondas de choque de baixa intensidade são ondas sonoras que promovem microtraumas locais originando a criação de novos vasos sanguíneos como consequência desses microtraumas. Estes promovem o aporte de proteínas nessa região, que estimula a formação de novos vasos sanguíneos (neovascularização), a partir da rede de capilares preexistentes, melhorando a ereção e a rigidez peniana.

A terapia por ondas de choque devolve as ereções espontâneas, recupera o tecido erétil dos corpos cavernosos e não interage com outros medicamentos.

Os resultados do tratamento são atingidos de forma gradual, onde é necessário a confiança do paciente tanto nos profissionais de saúde como na eficácia do tratamento, a paciência/resiliência e o compromisso de seguir todas as indicações terapêuticas propostas pelo médico e enfermeiro durante o mesmo, bem como garantir a assiduidade nos tratamentos.

Partilhamos a opinião de alguns pacientes que terminaram o tratamento com sucesso, relativamente ao tratamento e à equipa que os acompanhou:
“Tenho 70 anos e fui diagnosticado com a doença de Peyronie. Fiz tratamento de ondas de choque de baixa intensidade. Fiz 10 sessões, com o enfermeiro Renato Gonçalves no HPA. O resultado ficou acima das minhas expectativas.”
 
“Acabei de fazer um tratamento de 5 sessões de ondas de choque. Senti uma melhoria depois do 3º tratamento. Neste momento sinto-me normal como quando era jovem. Os Enfermeiros Renato e Francisco são excelentes pessoas, sabem como falar com os pacientes, e colocam à vontade os mesmos. Fiquei satisfeito com o tratamento e sem duvida recomendo.”
 “Tenho 46 anos sofro de Disfunção eréctil. Realizei o tratamento com o Enfermeiro Renato e Francisco, no qual funcionou na perfeição. É um tratamento que não provoca dor, no qual fui muito bem tratado, e que foi explicado os vários processos ao longo do tratamento.”
Em suma, a sexualidade é um aspeto central na vida do ser humano, sendo um parâmetro relevante na avaliação da qualidade de vida.
A disfunção erétil e a doença de Peyronie estão diretamente ligadas à sexualidade, podendo ter um efeito negativo na saúde em geral, dado que a incapacidade em conseguir completar a relação íntima resulta em medo, diminuição de autoconfiança, perda de autoestima, e depressão.

Conseguimos afirmar que este tratamento é sem dúvida a melhor solução para um problema que afeta mais de 150 milhões de homens em todo mundo, onde o principal problema é dar o primeiro passo para realizar o tratamento.
 Estes tratamentos são realizados no Grupo HPA Saúde, na unidade de Gambelas. O tratamento pode ser agendado através de email ou através do número 967178009 (dias úteis das 9h às 18h).

Após o agendamento, é realizada uma consulta com o médico Urologista de referência, que avalia o paciente e prescreve o tratamento indicado. Este é realizado semanalmente e cada sessão tem a duração de 30 a 40 minutos.
O tratamento não é invasivo, é INDOLOR e não requere qualquer tipo de preparação, sedação ou anestesia.


Enfermeiro Renato Gonçalves
Exames Especiais
Hospital Particular Do Algarve
Gambelas



Enfermeiro Francisco Martins
Exames Especiais
Hospital Particular Do Algarve
Gambelas